Ai sim!
Sim, meus caros gamers! Aquela velha preocupação de comprar um game e, anos depois, descobrir que ele simplesmente deixou de funcionar pode estar com os dias contados no Brasil.
Foi apresentado na Câmara dos Deputados o PL 3612/2026, de autoria da deputada Jandira Feghali, que pretende impedir que empresas retirem unilateralmente o acesso a jogos eletrônicos adquiridos legalmente pelos consumidores após o encerramento de seus servidores.
Inspirado no movimento internacional Stop Killing Games, o projeto prevê que as empresas informem de forma clara quando um jogo depende de conexão permanente com servidores, além de estabelecer regras para o encerramento desses serviços. A proposta também busca criar alternativas para que os jogadores não percam completamente o acesso aos títulos comprados e inclui medidas voltadas à preservação de jogos para fins culturais, acadêmicos e históricos.
Segundo Márcio Filho, presidente da Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ), o debate vai além dos videogames. Para ele, a iniciativa também abre caminho para discutir direitos sobre livros digitais, softwares, plataformas educacionais e outros produtos que dependem de servidores para funcionar.
Agora, o projeto seguirá a tramitação na Câmara dos Deputados antes de poder virar lei. Se aprovado, poderá mudar significativamente a forma como empresas comercializam jogos digitais no Brasil e fortalecer os direitos dos consumidores em um mercado que já reúne mais de 100 milhões de jogadores no país.
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