{Resenha} Destruição Final – Corram para as montanhas! - Hospicio Nerd

Ou para Groenlândia!

RESENHA SEM SPOILLERS

Destruição Final é um filme como filmes de catástrofes devem ser: tem ação, bons efeitos, drama e na minha  opinião, o principal: A sensação de insignificância.

Ainda no finalzinho de dezembro do ano passado, nossa querida Prime Video nos presenteou com este bom filme de catástrofe (como se uma pandemia global já não fosse suficiente).

Primeiro, é importante mencionar que o filme no original se chama Greenland (Groenlândia), que é o local prometido como último refúgio da humanidade, porém, em português, o nome não funcionaria, então, temos expositivo nome de Destruição Final, o nome mais apelativo possível.

Greenland (2020) - IMDb

(Fonte: IMDB)

Dirigido por Ric Roman Waugh, um diretor mais conhecido por seus trabalhos com dublês, o longa tem um bom ritmo e um roteiro coeso, que navega de evento em evento mantendo o público entretido e vidrado.

Estrelado pelo sumido Gerard Butler (300) e pela brasileira Morena Baccarin (Deadpool), o filme desenvolve a história de um casal num processo de separação e como lidam com seu pequeno filho vivido por Roger Dale Floyd, tudo isso é deixado de lado quando um meteoro gigantesco está em rota de colisão com a Terra, ameaçando a vida em todo o planeta. Literalmente um evento de destruição global. Agora só há uma prioridade: a sobrevivência da família!

As atuações aqui não comprometem, Butler e o garoto Dale Floyd seguram bem, mas Morena Baccarin infelizmente não os acompanha e fica aquém. A personagem de Morena, talvez até mais que os dos outros, em diversos momentos exige uma pesada carga dramática, e a atriz não entrega. Há um momento específico em que se esperaria dela um verdadeiro drama e atuação convincente, mas ela mal derrama lágrima, tornando sua reação inverossímil, diante do que aconteceu, o que acaba nos tirando um pouco do filme.

Every Asteroid and Comet Disaster Movie Ever Made – VISSINITI

(Fonte: VISSINTI)

O filme não traz nada de novo, mas isso não é defeito, pois entrega tudo o que um bom filme de catástrofe deve entregar. A situação de impotência, indignação e insignificância é latente e nos conecta com os personagens. Me fez pensar no que eu mesmo faria no lugar deless, e isso é o objetivo de qualquer filme: a imersão.

O caos da sociedade desesperada ante a extinção global também traz aflição, especialmente pela verossimilhança, é muito interessante comparar a ficção com o que aconteceria na realidade, e cada um pode fazer sua própria leitura.

Em suma, um filme divertido, entretenimento de primeira que não decepciona!

 

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