{Resenha} Ratched – Os monstros nascem ou são feitos? - Hospicio Nerd

Prelúdio de um clássico!

E aí meus hospicianos que são ansiosos pelas estreias da nossa queridinha Netflix, hoje venho trazer detalhes da grande estreia da semana: Ratched (sem spoilers claro).

A série que é um drama/suspense norte-americano é baseada no romance Um Estranho no Ninho de 1962 de Ken Kesey, que nós sabemos muito bem, também foi um filme clássico da década de 70. Estreando hoje, ela que foi criada por Evan Romansky e por Ryan Murphy será estrelada por ninguém menos que Sarah Paulson como Enfermeira Ratched.

Diferentemente do filme, a serie irá contar a história da origem da enfermeira de asilo Mildred Ratched, já que apenas o nome e a profissão da protagonista remetem ao original. Em 1947, Mildred chega ao norte da Califórnia para procurar emprego em um importante hospital psiquiátrico, onde novos e inquietantes experimentos começaram na mente humana. Em uma missão clandestina, Mildred se apresenta como a imagem perfeita do que uma enfermeira dedicada deve ser, mas as rodas estão sempre girando e quando ela começa a se infiltrar no sistema de saúde mental e nas pessoas dentro dele, o exterior elegante de Mildred esconde uma escuridão crescente que há muito tempo está ardendo por dentro, revelando que verdadeiros monstros são feitos, não nascem.

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Fonte: Netflix

Pois bem, vamos as minhas considerações (lembrando que se trata da minha opinião). Primeiro adoro um bom elenco e a série não decepciona nesse quesito, porque além da brilhante e assustadora atuação de Sarah Paulson, ainda temos um alto escalão como Sheron Stone, Judy Davis, Cynthia Ellen Nixon e Jon Jon Briones (impressionante, não é?).
O enredo da série se passa na década de 40, e bem sabemos que naquela época as coisas eram bem repressoras em determinados assuntos, mas a série resolveu tocar em temas contemporâneos como os relacionamentos homoafetivos, o empoderamento das mulheres e o abuso infantil, aliás a homossexualidade era tratada com as nuances cruéis da época, pois antes essa característica era vista como doença mental. E ainda podemos observar que um outro assunto bastante retratado, é a relação dos hospitais psiquiátricos. O que posso dizer desses pontos é que fiquei simplesmente satisfeita do modo como foram tratados e desenvolvidos.
E por falar sobre a época em que se passa o enredo da série, estou sem palavras para descrever os figurinos, já que os mesmos e também os cenários são bem chamativos, com vestimentas e objetos de cores fortes que trazem toda a peculiaridade daquela época.

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Fonte: Netflix

Aliás, devemos parabenizar não só por isso, mas também pelo visual agradável da série ao nosso talentosíssimo Ryan Murphy, que por sinal deixa a sua assinatura em cada obra que participa (e claro se você é fã dos trabalhos dele vai reconhecer essa assinatura logo de cara).
E pra quem gosta de mistérios (eu, eu, eu) a série não deixa a desejar, já que o que não falta são muitos mistérios, mas não vou falar deles já que prometi sem spoilers (o que é muito difícil).
Um ponto super interessante e que me chamou bastante a atenção, foi o modo como a iluminação de cada cena muda conforme o que é retratado, dando cores diferentes conforme as atitudes que são desenvolvidas nas cenas de cada episódio.
Devo também advertir sobre um ponto, pois a série em seus episódios possui cenas chocantes, e se vocês meus hospicianos são daqueles tipos de pessoas que se sentem desconfortáveis com o sofrimento físico e psicológico alheio, talvez a série acabe sendo um pouco demais para vocês.
Mas tenho que admitir que mesmo com seu estilo assustador, a forma como prende o espectador na cadeira, a torna muito bacana e super interessante de se assistir.
Pois bem, já disse tudo o que podia da série sem dar spoilers e aconselho que acabando de ler, vocês devem correr e assistir, porque garanto que vale muito a pena! E fiquem atentos as cores!

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