{Resenha} The Last of Us Part II (SEM SPOILERS) - Hospicio Nerd

Uma experiência única, emocionante e imperdível.

Depois de tanto esperar e segurar o hype, finalmente tivemos a continuação de um dos maiores jogos da história, o The Last of Us de 2013. Desenvolvido pela Naughty Dog exclusivamente para PlayStation 4, The Last of Us Part II chega em 19 de junho de 2020 como um dos jogos mais aguardados do ano.

Importante frisar que para uma experiência completa o jogador deverá ter jogado o game anterior. Em The Last of Us Parte II nós acompanhamos mais uma vez a história de Joel e Ellie em um mundo pós-apocalíptico infestado por zumbis, isso 4 anos após os acontecimentos do jogo anterior. Novamente temos um enredo muito focado em desenvolvimento de personagem, mas dessa vez, com mais profundidade ainda, visto o tempo que passamos com cada um deles.

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Falar da história deste jogo sem spoilers é um pouco complicado, mas uma coisa é certa, não se deixe levar por qualquer vazamento de certos detalhes, a história merece ser aproveitada em toda sua totalidade. Aqui temos a introdução de novos personagens e é dada um pouco mais de profundidade aos já estabelecidos em diálogos incríveis, seja durante cutscenes ou até em gameplay. O tema principal podemos dizer que é vingança e ódio. Como em qualquer história de zumbi, sabemos que os maiores inimigos são os seres humanos. Temos novas facções e podemos ver o que os humanos são capazes de fazer nas mais adversas situações. Ficamos ainda mais imersos com coletáveis, como as cartas deixadas para trás, cada uma, contando uma história.

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Agora falando sobre a gameplay. Temos um grande salto desde o primeiro jogo. A Naughty Dog utilizou tudo o que aprendeu em Uncharted 4 e mais um pouco. Temos um combate bem parecido com o de seu antecessor, mais aprimorado. Para derrotar seus inimigos, você pode optar por uma abordagem um pouco mais furtiva ou até ir para cima seja por combate físico ou na bala mesmo. Agora temos a habilidade de se esquivar, o que melhorou ainda mais o combate corpo a corpo. Podemos usar itens como facões, canos, pedaços de pau, ou ir na mão mesmo. Para o combate a distância temos uma diversidade de armas e arremessáveis, agora com a adição de um silenciador, que podemos fabricar para a pistola, o que facilita bastante na furtividade. No mais, o combate segue aquele esquema de muretinha, já conhecido do jogo anterior e da série Uncharted. Adição importante aqui é a inteligência dos NPCs, que possuem movimentos imprevisíveis e combinam estratégias para te emboscar, alguns até conversam se chamando pelos seus nomes, o que te dá um peso ainda maior ao matar cada um deles. Para dificultar ainda mais, temos cachorros farejadores agora, que seguem seu rastro e são muito agressivos.

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Com relação a melhorias e fabricação de equipamentos, temos algo muito parecido com o jogo anterior. É muito importante vasculhar cada cantinho dos mapas para coletar recursos, tudo é importante. Podemos fabricar kits médicos, molotovs, bombas de aproximação, silenciadores e muito mais. As melhorias ficam por conta de alguns atributos físicos passivos e de seu arsenal. O fator exploração realmente é muito importante aqui, é necessário encontrar alguns manuais de treinamento para liberar colunas de melhorias, esses manuais e algumas armas são perdíveis, o que pode dificultar bastante o seu avanço no jogo.

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Falando sobre a parte técnica. Aqui tivemos um exemplo de como é possível extrair o máximo do poder de um PS4, quase que o console não aguenta. Os gráficos estão lindíssimos, o que aumenta ainda mais a violência do jogo, devido ao seu realismo. Preciso destacar o grande trabalho feito pela Naughty Dog na criação deste mundo. A diversidade de cenários, aliada aos detalhes colocados em cada um deles, é um ponto vital para te colocar dentro desse universo. Quero ressaltar também o excelente trabalho realizado na dublagem em português brasileiro, que juntamente com as feições realistas dos personagens, nos aproximou ainda mais deles. A trilha sonora também dispensa comentários. Os acordes de violão são muito presentes aqui, destaque para esse instrumento que pode ser tocado inclusive pela nossa Ellie, em momentos de arrepiar. Os efeitos sonoros são muito importantes também em momentos de combate, seja para ouvir os temidos estaladores, ou perceber quando estamos sendo vistos.

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Em um pouco mais de 26h de gameplay, fazendo com que seja o jogo mais longo da desenvolvedora, The Last of Us Part 2 pode dividir opiniões por suas escolhas de roteiro. Escolhas essas, que ao meu ver, só mostram como a vida funciona de verdade. Também percebemos que não existem mocinhos nesse mundo. Esse jogo é uma experiência única, te faz se preocupar e refletir sobre os personagens mesmo após desligar o videogame. Não é difícil de se chorar em alguns momentos.

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Finalizando mais este review. Posso dizer que The Last of Us Part II está definindo uma geração, assim como seu antecessor. Provavelmente é um candidato fortíssimo a jogo do ano. Vou colocá-lo no status de obra prima, onde seus criadores não tiveram medo de arriscar e colocaram nós jogadores em outro patamar de experiência. Se você jogou o primeiro game este jogo certamente é para você. Gosta de jogos de zumbi? Tente este daqui. No final das contas, é uma experiência ímpar, que todo gamer deveria experimentar.

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