Desde a vinheta de abertura eu já tinha reparado naquela galinha
Completamente roxa e com um bastão na mão e ficava pensando: “Quem é essa tal de Elizabeth?”. Pois bem, o terceiro episódio finalmente responde essa pergunta e ainda mostra como ela conheceu o nosso galo briguento, Keiji. (resenha baseada na minha opinião)

E, sinceramente… eu não consegui parar de rir.
A Elizabeth vivia praticamente uma vida de princesa. Era a galinha de uma família rica, cheia de mimos, luxo e regalias. Tinha banheira, vinho, todo tipo de cuidado e tratamento que a gente esperaria de um animal pertencente a uma família extremamente bem-sucedida. Até que, de repente, tudo muda quando um daqueles monstros aparece e coloca seus donos em perigo.
É justamente nesse momento que Keiji surge do absoluto nada e derrota o monstrão como se fosse apenas mais um dia de trabalho. Para a Elizabeth, aquilo foi suficiente para nascer uma paixão instantânea. Ela vive seu primeiro amor, toda inocente, romântica e imaginando um futuro ao lado do herói.
Só que existe um pequeno detalhe… Enquanto ela já estava imaginando casamento, filhos e uma vida inteira juntos, para o Keiji aquilo foi apenas um encontro “rapidinha”. Depois de um momento bem engraçado e até romântico, ele simplesmente vai embora como se nada tivesse acontecido. Resultado: a paixão vira ódio, nasce um desejo gigantesco de vingança e temos um confronto entre os dois que rende cenas hilárias.
Contraste entre humanos e galinhas
Uma das coisas que mais estou gostando nessa série é justamente o contraste entre o mundo dos animais e o dos humanos. Para nós, espectadores, eles são personagens completos, conversam, lutam, têm sentimentos e personalidades muito bem definidas. Já para os humanos da série… continuam sendo apenas galinhas. Esse contraste gera várias situações engraçadas e deixa a proposta ainda mais criativa.
Outro detalhe interessante é que a Elizabeth não é apenas uma patricinha cheia de frescura. Ela também domina tecnologia, usa smartphone, pesquisa informações e acaba ajudando bastante durante a caçada aos monstros. Isso amplia bastante o universo da série e mostra que ela tem muito mais utilidade do que aparentava quando apareceu pela primeira vez.
Enquanto isso, Keiji continua obcecado em encontrar o monstro responsável pelo desaparecimento da irmã dele. Até então, ele acreditava que ela havia morrido, mas este episódio deixa uma pequena dúvida no ar. Será que ela realmente morreu? Ou ainda existe alguma chance de ela estar viva? Foi justamente esse detalhe que me deixou ainda mais curioso para assistir ao próximo episódio. A série consegue equilibrar muito bem em minha opinião, o humor, ação e pequenos mistérios que vão mantendo a vontade de continuar maratonando.
Adults Swin (proibida para baixinhos)
Vale lembrar também que essa é uma animação indicada para maiores de 14 ou 15 anos, justamente por conter violência e uma linguagem um pouco mais pesada. Nada muito absurdo para quem já está acostumado com esse tipo de produção, mas é bom deixar o aviso.
Outro ponto que estou adorando são as inúmeras referências espalhadas pelos episódios. Tem bordões, personagens e homenagens que lembram heróis brasileiros e figuras conhecidas da cultura pop mundial. Se você tiver uma boa memória para identificar essas referências, provavelmente vai dar várias risadas tentando descobrir de onde veio cada uma. Essa é minha resenha de hoje. Espero que vocês deem uma chance para Rooster Fight, porque, sinceramente, eu estou gostando demais dessa série e cada episódio só aumenta minha curiosidade para descobrir o que vem pela frente.
