Jesus, purifica o meu coração! Sério.
Uma oração ferrenha aqui antes de assistir… e outra depois de escrever essa resenha. Porque olha, na minha opinião… que negócio ABSURDO.

Vou ser sincero: essa 2ª temporada de South Park é maravilhosa… e completamente horrível ao mesmo tempo. E é justamente isso que faz ela funcionar tão bem. Primeiro ponto: a dublagem.
Mano… é RUIM. Mas é aquele ruim que funciona. Parece que quanto mais caótica, mais encaixa com o espírito do desenho. É tipo um “erro proposital” que vira estilo. E aí vem o conteúdo…
Meu amigo… é só o SUCO do besteirol.
Palavrão, absurdo, nonsense, situações totalmente sem noção… e eu? RINDO. Rindo sozinho igual maluco dentro de casa. E confesso uma coisa, Hoje eu agradeço minha mãe por não ter deixado eu assistir isso na infância… Mas também fico pensando: “o que eu perdi, hein?” Porque é surreal imaginar que isso passava em TV aberta. Tipo… COMO?
Ooooooola pessoa! (Soretinho – Uma bosta simpática e afável)
Tem umas adições nessa temporada que são simplesmente geniais. Mas um em especial me ganhou. O tal do “Soretinho”. Que criatura é essa, velho? Um ser natalino, mágico, fofo… e ao mesmo tempo… nojento. É tipo: “olá, pessoal” seguido de algo completamente perturbador. E o pior. FUNCIONA.
Ele aparece em vários momentos, sempre com essa energia contraditória que faz você rir e se perguntar. “por que eu tô rindo disso?” (E a resposta é: você já foi contaminado. Aceita.) E claro… não dá pra falar de South Park sem falar dele:
Oh! não! Mataram o Kenny!
“- Filhos da puuuuuta!” (Stan)
O cara virou praticamente um ritual. Na 1ª temporada, ele morria em TODO episódio. Agora na 2ª, você assiste já esperando. “beleza… como que o Kenny vai morrer hoje?” E quando NÃO acontece? BUG mental. E o melhor nem é a morte… é a reação. Stan Marsh e Kyle Broflovski mandando o clássico:
“Meu Deus, mataram o Kenny!” e do neida sai um “filhos da p#@!”

Mano… isso fica na cabeça.
Eu me peguei falando isso sozinho, tipo um bordão da sorte. Olha o nível de lavagem cerebral. Outro ponto muito bom é o próprio Kenny como personagem. Não dá pra entender nada do que ele fala, Vem de uma família pobre e ainda assim… entrega MUITO na história. As piadas funcionam no subentendido.
Você não entende o que ele diz, mas entende a reação dos outros — e isso já basta. É um tipo de humor muito inteligente dentro do caos.

Sobre a temporada em si:
Não tem grandes reviravoltas ou mudanças absurdas.É mais sobre o cotidiano maluco das crianças fazendo besteira. E funciona. Porque o foco aqui não é evolução narrativa…É te fazer rir do absurdo.
E nisso… eles são especialistas.
Agora um AVISO IMPORTANTE:
NOTA! Isso aqui NÃO é pra qualquer um. Se você é sensível corre. Se você não curte palavrão, corre mais ainda. Se você acha que desenho é coisa de criança, FUJA IMEDIATAMENTE. Porque isso aqui é, ofensivo, caótico, politicamente incorreto, e completamente sem filtro. Inclusive, a dublagem brasileira mete umas referências do nada tipo Faustão, Pelé e Silvio Santos…
E fica surpreendentemente bom dentro da zoeira. No fim das contas? É horrível, é errado, é problemático e eu não consigo parar de assistir. E pra 3ª temporada eu já deixei um desafio pessoal:
contar quantas vezes um palavrão específico aparece. (olha o nível da doença, Se você for assistir… boa sorte. E quando terminar um episódio: ajoelha, pede perdão e dá play no próximo porque o pecado é grande… mas o entretenimento também é. Eu sou Henrique, e você tá no Hospício Nerd.

